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Queratoses actínicas

Lesões ásperas em áreas expostas ao sol, resultado do dano solar acumulado. São consideradas lesões precursoras, e por isso merecem tratamento e acompanhamento.

Sinais e sintomas mais comuns

  • Áreas ásperas ao toque, às vezes mais fáceis de sentir do que de ver
  • Descamação persistente que retorna após ser removida
  • Cor avermelhada, acastanhada ou da própria pele
  • Localização em rosto, orelhas, couro cabeludo calvo, colo e mãos
  • Várias lesões distribuídas na mesma região
  • Ardência ou sensibilidade ao toque em algumas lesões

As queratoses actínicas são lesões que resultam do dano causado pela exposição solar ao longo de décadas. Aparecem justamente onde o sol bateu mais: rosto, orelhas, couro cabeludo em pessoas calvas, colo, antebraços e dorso das mãos.

Uma característica peculiar é que muitas vezes elas são mais fáceis de sentir do que de ver. Ao passar a mão, percebe-se uma aspereza persistente, que não sai e retorna sempre no mesmo ponto.

Por que merecem atenção

Esta é a informação central: a queratose actínica é considerada uma lesão precursora.

Isso significa que uma parte delas pode evoluir para carcinoma ao longo do tempo. A proporção que evolui não é alta, mas não existe forma de saber antecipadamente qual lesão seguiria esse caminho.

Diante disso, tratar no estágio atual é uma escolha razoável, porque a intervenção aqui é consideravelmente mais simples do que seria depois.

O que costuma confundir

Como as lesões descamam, é comum a pessoa remover a casquinha e concluir que resolveu. Poucos dias depois, ela retorna.

Isso acontece porque a alteração está na pele, não na crosta que se solta. Esse padrão de repetição no mesmo local é, inclusive, uma pista diagnóstica.

Outro ponto: raramente existe apenas uma lesão. Quando uma é identificada, é comum encontrar outras na mesma região, algumas ainda muito discretas. Por isso a avaliação examina toda a área, não apenas o ponto que a pessoa notou.

Como é o tratamento

Existem diferentes abordagens, e a escolha depende do número de lesões, da localização e da extensão da área comprometida.

Quando são poucas e bem delimitadas, é possível tratá-las individualmente. Quando há muitas lesões numa mesma região, ou quando existe dano solar difuso, faz mais sentido tratar a área como um todo.

Em ambos os casos, a fotoproteção contínua faz parte do plano. Ela não desfaz o dano acumulado, mas reduz o surgimento de novas lesões.

O acompanhamento

Como o dano solar permanece, novas lesões podem aparecer com o tempo. O acompanhamento periódico permite tratá-las cedo e, na mesma consulta, avaliar outras alterações da pele.

Para quem tem muitas queratoses actínicas, esse acompanhamento tem valor adicional: são pessoas com histórico de exposição solar significativa, o que justifica atenção também a outras lesões.

Quando procurar avaliação

Vale marcar consulta ao notar áreas ásperas que não somem, descamação que retorna sempre no mesmo lugar, lesões que ardem ou sangram, ou qualquer alteração nova em áreas cronicamente expostas ao sol.

Se uma lesão que era apenas áspera começou a crescer, endurecer, sangrar ou formar ferida, a avaliação não deve esperar.

Dúvidas frequentes

É câncer de pele?

Não. A queratose actínica é considerada uma lesão precursora, o que significa que uma parte delas pode evoluir para carcinoma ao longo do tempo. Não é possível prever quais evoluiriam, e é justamente por isso que o tratamento é indicado.

Se some quando eu removo a casquinha, resolveu?

Não. A descamação retorna porque a alteração está na pele, não na crosta. Remover a casca apenas dá a impressão temporária de melhora.

Por que tratar se não incomodam?

Pelo risco de progressão. O tratamento nesse estágio é bem mais simples do que o de um carcinoma já instalado, e é essa diferença que justifica a conduta.

Vão voltar depois do tratamento?

Podem surgir novas lesões, porque o dano solar acumulado permanece na pele. Por isso o acompanhamento é periódico, e não pontual. Manter a fotoproteção reduz o aparecimento de novas lesões.

Vamos avaliar a sua pele?

O primeiro passo é entender a sua história.

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